Advogada gasta R$ 1 mil em fantasias para levar ‘cães super-heróis’ em bloco de carnaval no Rio | Carnaval 2018 no Rio de Janeiro

Em meio a multidões em blocos do Rio de Janeiro, alguns desfiles são reservados a amantes de cachorros que não dispensam a folia. E tem quem invista alto na brincadeira. É o caso da advogada Rosária Dunham, de 63 anos, que gastou R$ 1 mil com fantasias de super-heróis e vai levar seus seis cães chihuahuas, numa espécie de “Liga da Justiça canina”.

“Sou apaixonada por carnaval e não saio de casa no Natal, nem no Ano Novo. A única forma de curtir carnaval é junto com eles. Ano passado surgiu essa ideia, fomos para vários blocos, e esse ano iremos novamente. Eles gostam muito de roupinhas, por isso, resolvi fazer uma fantasia igual para todos, de heróis”, conta ela.

Prince, Thor, Juan, Maria Flor, Chiara e Jade vão se transformar em Arqueiro Verde, Thor, Homem Aranha, Mulher Aranha e Mulher Gato, respectivamente.

Ela diz que é importante pensar no tecido usado nas fantasias. “O tecido deve ser leve e não pode ser muito apertado para não machucar. Tem que ter cuidado na alimentação e no vestuário”, explica.

Manter seis cães não é tarefa fácil. Rosária revela que o gasto no cuidado dos animais é bem alto e que o transporte deles para os blocos é feito com carro particular.

“No carnaval, eu gasto muito com eles. Tenho que pensar a fantasia, quem vai levar, porque eu vou com motorista especial. As fantasias são caras, chegam de São Paulo. Antes de ir, tem o vermífugo, remédio para não pegar pulga. Mas entre gastar com eles e gastar comigo, minha preferência é gastar com eles. Eu curto cada detalhe. É tudo muito pensado. Eu comecei em dezembro a pensar no carnaval e agora eu já estou pensando na Páscoa”, revela.

Além dos seis chihuahuas, Rosária teve três filhos. Ela assume que eles têm ciúme dos cães e confessa que já perdeu um namorado por tamanha devoção aos bichos.

“Tenho um filho, o Daniel, de 33 anos, a Caroline, de 25, e o Patrick, que faleceu aos 20 anos. Eles não moram comigo, são casados, mas dizem que gasto muito dinheiro com eles [cachorros]. Às vezes eu deixo de sair, já deixei de ir na festa de aniversário do meu neto para ficar com eles. Sou divorciada, mas tenho uns namoros de vez em quando. Terminei recentemente no Ano Novo, porque ele queria que eu fosse com numa festa, passar a virada, e eu não fui, exatamente porque o Prince morre de medo de fogos”, lembra Rosária acrescentando:

O veterinário Gustavo Castro explica que a primeira preocupação que o dono deve ter ao levar o animal para o carnaval é a escolha do bloco. Ele reforça que os cachorros só estão liberados para a folia se o bloco for direcionado para estes animais.

“É uma diversão em família. O proprietário tem o gosto de levar o seu animal para se divertir com ele no carnaval. O bloco para cães tem uma adaptação. O cão vai ver outros cães e vai ter uma interação social entre coleguinhas da espécie”, diz o veterinário.

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