Concurso Rainha das Rainha atravessa gerações em famílias paraenses | Carnaval 2018 no Pará

Conheça duas famílias que passam de geração em geração a emoção em participar do Rainha da

Duas famílias no Pará passam de geração em geração a emoção de participar do concurso Rainha das Rainhas, uma tradição há 72 anos nos carnavais paraenses. A edição deste ano do concurso será realizada na próxima sexta-feira, em Belém (2).

Dezoito anos depois de ser coroada no Rainha das Rainhas , a empresária Shirley Salazar continua com a beleza marcante e as lembranças da época.

“Tinha todo um glamour, foi muito veículado. Eu dei autógrafo, foi muito engraçado. É bom relembrar as conquistas. Até hoje quando eu vejo me dá uma emoção diferente. Eu era muito jovem e queria muito aquilo e tudo que você quer e busca com fé e com amor as coisas acontecem”, comenta.

Hoje ela é arquiteta, tem uma filha de seis anos, toda essa fase de glamour e fama passaram, mas o título é eterno e representa muito. “Pra mim foi um desafio, eu era tímida, mas queria muito o carro e graças a Deus deu muito certo”, diz.

O Rainhas é uma tradição no Pará e percorreu geração na família Salazar. As duas irmães, Shirley e Silvana, foram vencedoras do concurso. Em 1995 uma venceu, e a outra cinco anos depois.

A cantora Silvana Salazar conta que sonhava com o título. Ela desfilou com uma fantasia nas cores vermelho e amarelo para representar uma guerreira indígena que protegia a floresta do desmatamento. E se emociona só de lembrar.

“Foi maravilhoso a minha vitória para minha família porque eu era muito menina, muito imatura, mas eu encarei com muita seriedade e com responsábilidade e alegria”, revela.

Hoje Silvana Salazar é cantora reconhecida no Nordeste. A veia artística foi despertada no Concurso de fantasias. “Hoje eu tenho prazer em levar música, festeja vida, festejar os casamentos, as formaturas, as vitórias das pessoas”, conta.

Outra família que perpetua essa tradição de participar no Rainha das Rainhas tem seis representantes. Três delas são as primas Natasha, Claúdia e Thalita. Uma ganhou o título de primeira princesa pelo COPM em 2009 e a outra foi Rainha pelo Grêmio Português em 2012.

Claudia que hoje é dona de uma clínica médica participou do concurso na década de 80, época em que outras três primas também desfilaram. Não chegou a ser classificada, mas curtiu ter vivido esse momento.

“Nessa época era só glamour, nome. A gente ficava muito visada, conhecida. Era um passo para quem queria ser modelo, artista. Era a abertura”, comenta Claudia Figueiredo.

O histórico de rainhas na família fez todos se envolverem bastante. Quando Natasha participou todos apoiaram e fizeram uma torcida calorosa.

“Quando eu pisei no palco, quando eu vi a minha familia bateu aquela energia. Eu disse que ia dar o melhor de mim. Foi muito gratificante”, diz Natasha Figueiredo, estudante de Direito

Participar do concurso e conquistar o grande título era o maior sonho de Thalita que desde pequena era apaixonada pelo concurso. A estudante de arquitetura viu a carreira de modelo decolar depois de ser Rainha. Como ela foi a última prima a participar. Hoje só pensa em passar a faixa para alguém de uma próxima geração da família.

“Se depender de mim a minha filha vai participar, claro se ela quiser também. Filha e sobrinha. A gente vai tentando colocar todo mundo e espero que a trdição continue por muitos e muitos anos.”, garante Thalita Maués, estudante de arquitetura.

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