Confira pílula de ‘O Insulto’, 1º libanês na corrida pelo Oscar

Desentendimento escava, pouco a pouco, preconceitos e feridas provocadas por guerras civis, décadas de hostilidade em um continente cultural tumultuado

Redação



5 fev 2018, 17h36

Um cano irregular é o estopim para um conflito que assumirá dimensões políticas e, no limite, as de todo o Oriente Médio em O Insulto, longa de Ziad Doueiri que se tornou o primeiro filme libanês a concorrer ao Oscar de melhor produção em língua estrangeira.

Um mecânico de Beirute e um refugiado palestino que atua como mestre de obras se desentendem por causa de uma calha irregular na casa do libanês e o desentendimento escava, pouco a pouco, preconceitos e feridas provocadas por guerras civis, décadas de hostilidade em um continente cultural tumultuado e guiado pela rivalidade com os israelenses — para os libaneses cristãos, dar guarida a esses refugiados é uma forma de apoiar os judeus que lutam contra a criação de um Estado da Palestina.

O filme, com um roteiro feito de um ótimo crescendo que conduz o filme ao tribunal e o espectador pela mão, rendeu ao ator Kamel El Basha o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza.

Abaixo, um depoimento do diretor, Ziad Doueiri, sobre as questões que o filme aborda:

 

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