Cristiane Brasil é investigada em inquérito sobre associação para o tráfico de drogas | Rio de Janeiro

Cristiane Brasil (PTB - RJ) durante reunião de comissão da Câmara em maio de 2017  (Foto: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)

Cristiane Brasil (PTB – RJ) durante reunião de comissão da Câmara em maio de 2017 (Foto: Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) está sendo investigada em um inquérito sobre tráfico e associação para o tráfico de drogas. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pela TV Globo.

O G1 entrou em contato com a defesa da deputada às 11h45, mas não obteve resposta até publicação desta reportagem. À rádio CBN, o advogado de Cristiane Brasil, André Miranda, disse que o inquérito que envolve sua cliente tem como base uma denúncia apócrifa sem fundamentos.

A investigação foi aberta pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em 2010 a partir de denúncias de que assessores de Cristiane Brasil pagaram a traficantes para ter “direito exclusivo” de fazer campanha em Cavalcanti, bairro da Zona Norte da cidade.

Além disso, segundo os denunciantes, presidentes de associações de bairro foram levados para conversar com o chefe do tráfico na região por estarem se recusando a trabalhar para a deputada.

À época dos fatos, Cristiane era vereadora licenciada e ocupava uma secretaria da Prefeitura do Rio. Na eleição de 2010, ela não se candidatou, mas apoiou a candidatura do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB), ex-cunhado da parlamentar.

O caso foi enviado na quinta-feira (1) para a Procuradoria da República no Rio e deve ser encaminhado nesta segunda-feira (4) para a Procuradoria Geral da República (PGR), já que a deputada tem foro privilegiado.

Ao serem questionados sobre as investigações, a assessoria do deputado estadual Marcus Vinicius (PTB) disse que ele já prestou esclarecimentos sobre uma “denúncia anônima e alegou motivações políticas de algum adversário com a atuação do parlamentar nessa região”. As informações foram veiculadas pela rádio CBN.

Mas, dois dias depois, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu novamente a posse, de maneira liminar, até tomar uma decisão definitiva sobre o assunto. Não há data marcada para o julgamento do caso.

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