Foliões acordam cedo para acompanhar o Cordão do Boi Tolo neste domingo no Rio

Quase às 8 da manhã, o engenheiro Gustavo Melo corria pelo centro da cidade do Rio em busca do Cordão do Boi Tolo. 

 

Sonora: “Estou procurando o Boi Tolo. Eles divulgam cinco ou seis lugares, nós temos que achar. Bom demais. É animado, o astral é bom, as pessoas são divertidas. É gente que gosta de carnaval. Para estar aqui às 8h da manhã, caçando um bloco, tem que gostar.”

 

Também atrasado para o Boi Tolo, o artista plático Ângelo Morse, concorda. 

 

Sonora: “Boi Tolo não é um bloco. É uma sensação, uma catarse, uma reunião de pessoas bonitas. Pessoas divertidas que, em momentos tão complicados, no carnaval, realmente, é a única fuga para a gente se divertir e esquecer dos problemas.”

 

Dez minutos depois, Gustavo, Ângelo e centenas de pessoas já estavam juntas brincando no bloco, que neste ano, teve um dos pontos de concentração na Igreja da Candelária, no centro da cidade.

 

A não divulgação do local de início do cortejo é uma das características do Boi Tolo, para não atrair multidões.

 

Para a bibliotecária Cecília Monteiro, de 60 anos, é um dos melhores blocos para brincar o carnaval com harmonia.

 

Sonora: “Eu desfilo há muito tempo nele. É um bloco de músico, artista, gente bonita. Não tem distinção de idade. É muito divertido”. 

 

O Boi Tolo tem também ritmistas voluntários e outros sub-blocos, que saem de pontos diversos da região central e se juntam ao cortejo.

 

O bloco também é conhecido pela criatividade nas fantasias e adereços, muitas politizadas, com críticas a políticos e bandeiras como o respeito às mulheres e à diversidade.

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