Marun reafirma que não existe plano B para a reforma da Previdência

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 14h09) O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, reafirmou nesta segunda-feira (29) que o governo conseguirá aprovar a proposta de reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, em fevereiro. Segundo Marun, não existe plano B, mas apenas o plano A, de aprovar a reforma.

Na manhã desta segunda, Marun participou de reunião com confederações empresariais para discutir a proposta. Segundo ele, essas entidades manifestaram apoio à reforma. Os próximos passos, de acordo com o ministro, incluem reuniões com líderes dos partidos da base e a continuidade do trabalho de convencimento junto à população.

“Queremos complementar o trabalho de convencimento para aprovar a reforma”, disse o ministro, em entrevista no Palácio do Planalto.

Questionado sobre como o governo conseguiria os votos necessários para aprovar a reforma em fevereiro, Marun disse ter convicção de que será possível. Ele afirmou que, até a data prevista para a votação – 19 de fevereiro – espera oferecer ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informações para que ele tome a decisão correta em relação à pauta de votação.

Na avaliação de Marun, o governo está, no momento, mais positivo em relação ao quórum para aprovação da reforma da Previdência, assim como estava em maio de 2017, quando denúncias envolvendo o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista vieram à tona. Nas palavras do ministro da Secretaria de Governo, tratou-se de uma “conspiração asquerosa” que impediu a votação da reforma em maio. “Voltamos ao patamar de votos de maio. Desde maio, não vivíamos momento tão positivo para aprovação da reforma”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que não existem críticas nem argumentos contra a reforma da Previdência. O que há, disse ele, são “privilegiados que estão preocupados com a perda de seus privilégios”. Marun lembrou, por exemplo, que o trabalhador rural não será atingido pela alteração das regras de aposentadoria. O ministro afirmou também que, se houver um economista que seja contra a reforma da Previdência, ele “quase tem de rasgar seu diploma”. “Meu sentimento é de absoluta confiança de que vamos aprovar a reforma em fevereiro”, completou.

Número de votos 

Marun disse que não mente e que não mentiria a respeito da contagem de votos para aprovar a reforma da Previdência. Na semana passada, o governo divulgou que tinha 275 votos confirmados a favor da proposta e entre 55 e 60 parlamentares indecisos. Para levar a proposta à votação, o Palácio quer ter ao menos 320 votos confirmados.

O ministro afirmou que o governo ainda não possui o total de votos necessário, mas acredita que conseguirá até a data de votação, 19 de fevereiro. “Temos apoio maior na sociedade e isso nos dará segurança e confiança que nos permitirá votar em fevereiro”, completou.

O ministro considerou que é cada vez mais evidente a necessidade de aprovação da reforma. Ele citou o déficit de R$ 268 bilhões nas contas da Previdência em 2017 e o rebaixamento da nota de crédito do Brasil por agências de risco. “Ser contra a previdência é quase que assinar atestado de irresponsabilidade”, disse.

Marun afirmou que a participação do presidente Michel Temer em programas populares na televisão e em entrevistas em rádios é eficaz no convencimento da população sobre a reforma. Ele afirmou que, embora não cuide da agenda de Temer, se convidado, o presidente poderá participar de outros programas.

“Se conseguíssemos esclarecer 100% da população em relação ao que estamos propondo na reforma da Previdência, teríamos hoje aprovação maior do que 90% a essa nova e mais justa previdência que estamos propondo”, enfatizou.

 

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