Moradora da Cidade de Deus é atingida por bala perdida no Rio

Uma jovem de 19 anos foi atingida por bala perdida na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro, na noite dessa quinta-feira (1°), por volta das 20h. De acordo com a Polícia Militar, agentes faziam patrulhamento na localidade conhecida como Pantanal, quando foram atacados a tiros por criminosos. Natacha Aparecida Cruz passava na hora para ir à padaria e foi surpreendida pelo tiroteio. A vítima foi atingida no peito pelo disparo que, segundo a PM, teria sido feito por traficantes.

Policial se posiciona durante operação contra traficantes na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro

Foto: Reuters

Moradores socorreram a moça e a levaram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade de Deus. Lá, ela recebeu os primeiros socorros e, em seguida, foi transferida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde permanece internada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o quadro de saúde dela é estável.

Linha Amarela

No início da manhã de quinta-feira (1º), a Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, foi interditada pelo segundo dia seguido devido a tiroteios na Cidade de Deus entre criminosos e policiais militares. Segundo a PM, uma viatura que passava pela via expressa foi atacada a tiros, mas os policiais não chegaram a entrar em confronto com os criminosos. A PM informou ainda que não realizava operação na comunidade no momento do ataque.

Um dia antes, na quarta-feira, a Linha Amarela foi interditada por moradores da Cidade de Deus em protesto contra ação da Polícia Militar na comunidade. De acordo com a PM, as manifestações ocorreram por ordem de criminosos, após a morte de três suspeitos durante uma operação, incluindo o chefe do tráfico de drogas do local, identificado como Rodolfo Pereira da Silva.

A Cidade de Deus é a favela do Rio com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que  teve o maior número de tiroteios registrados em janeiro. Segundo o aplicativo Fogo Cruzado, plataforma colaborativa que mapeia a violência armada na região metropolitana com informações dos usuários, a comunidade teve 44 tiroteios, com 10 mortes e seis feridos no primeiro mês deste ano.

Já em todo o Grande Rio, foram 688 notificações de disparos de armas de fogo em janeiro, uma média de 22 registros por dia, o recorde desde que o aplicativo entrou em operação, em julho de 2016.

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Agência Brasil
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