Movimento ‘Time’s up’ já chegou ao mundo da moda

Reunidas no Carnaval do Rio, modelos da Victoria’s Secret comentam a revolução feminista de Hollywood

Maria Clara Vieira



12 fev 2018, 00h37 – Publicado em 12 fev 2018, 00h18

Os protestos contra assédio que tomaram as grandes premiações de Hollywood estão fazendo eco no mundo da moda – e o barulho está só começando. É o que dizem as modelos da marca Victoria’s Secret, conhecidas como Angels. Algumas integrantes do famoso time estiveram no Carnaval do Rio e conversaram com VEJA sobre o tema.

Para a piauiense Laís Ribeiro, novata no grupo (ela entrou em 2015), os recentes movimentos já impactam a postura das novas gerações. “Embora não tenha havido um protesto organizado como o do Globo de Ouro, nós colhemos os frutos da ação. As meninas que estão chegando agora já têm a mentalidade de que não precisam se submeter ao assédio para serem vistas. Não precisam mais ficar com tal fotógrafo ou diretor”, disse a modelo.

A mineira Barbara Fialho concorda com o impacto, mas pondera que há muito a melhorar ainda. “As modelos ainda têm menos vozes do que as atrizes. Nós já começamos a sentir o efeito do Time’s up, mas em menor grau. Situações de assédio ainda são comuns no mundo da moda”, lamenta Barbara.

A top model Adriana Lima, veterana na grife, também faz coro ao Time’s Up: “É um movimento muito positivo, com o poder de transformar vidas de muitas mulheres”, elogia.

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