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DA REDAÇÃO / MATO GROSSO MAIS

Metade dos deputados federais eleitos em 2014 recebeu financiamento de campanha de doadores que estão na lista de autuados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os 249 parlamentares receberam um total de R$ 58 milhões de empresários ou empresas responsáveis por crimes ambientais contra a floresta.

Entre os deputados citados, está o deputado federal por Mato Grosso, Adilton Sachetti (Sem Partido), de acordo com reportagem divulgada pelo site UOL, nesta terça-feira (30).  

Segundo o site, o deputado recebeu, ao todo, R$ 1 milhão, de cinco pessoas e uma empresa, que, supostamente, cometeram crimes ambientais.

O portal ainda cita que projetos do parlamentar tinham como objetivo favorecer a implantação de hidrovias em rios que cortam o Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, para garantir o escoamento da produção de grãos de cinco pessoas que contribuíram com doação para sua campanha em 2014.

Dentre os doadores é possível citar o megaempresário de soja do Brasil, Eraí Maggi, conhecido como “Rei da Soja” e primo do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT).

Ainda segundo UOL, Eraí contribuiu com mais de R$ 50 mil para a campanha de Sachetti.

Além dele, seu cunhado e também sócio no Grupo Bom Futuro, contribuiu com R$ 100 mil.

Ambos figuram a lista de infratores do Ibama.

Outro nome presente na lista de infratores e também de doadores do parlamentar é um grande produtor de algodão, de Primavera do Leste (247,3 km de Cuiabá), que teve sua propriedade multada em mais de R$ 5 milhões, por desmatar 3724 hectares de floresta nativa da Amazônia.

Um outro doador, segundo UOL, foi diretor da Aprosoja. Ele contribuiu com R$ 50 mil e teve atividades em sua fazenda embargada pelo Ibama. Sua multa já foi quitada.

OUTRO LADO

Procurado por UOL, Sachetti afirmou que recebeu as doações, mas ponderou defendendo o seu projeto para melhorar o escoamento de grãos de Mato Grosso.

Ele relatou que o Estado vive um problema de logística para escoar a safra, que, atualmente, reflete em mais de 50 milhões de toneladas de grãos por ano, ou seja, 1/3 do que o país todo planta.

Com informações do UOL.

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