Passista empreendedora lucra com bijuterias personalizadas para o carnaval | Carnaval 2018 no Rio de Janeiro

O carnaval não é a melhor época do ano para Hanna Miranda apenas porque ela é passista da Mangueira. O período da folia é também o momento em que Hanna costuma faturar com a venda de acessórios em acrílico para diversas escolas de samba e para clientes que curtem blocos de rua e desfiles na Avenida.

A microempreendedora tem divido os ensaios da Verde e Rosa de Madureira com a confecção das novas coleções de carnaval. Dona da marca Maria Pulseira, Hanna, de 23 anos, já fez brincos para alas de passistas da Mocidade, para as boutiques da São Clemente, Vila Isabel e da Imperatriz, e pegou uma encomenda grande para outra marca revender suas peças com o nome de cada agremiação do grupo especial na Sapucaí.

“Eu digo que jogo nas onze. Fiz faculdade de moda, gosto de trabalhar com as peças que têm leveza, cores”, conta ela, que mantém uma parceria com o grafiteiro Pandro Nobã. “A minha primeira coleção com acrílico foi uma intervenção dele”.

Os brincos, pulseiras e cordões personalizados, no carnaval, costumam trazer os nomes das escolas ou temas que estão na moda. Mas as ideias são as mais variadas: ela já fez uma coleção de signos, santos do candomblé. Hanna reforça que o cliente deve usar e abusar da criatividade na hora do pedido. Para a reportagem, ela montou um brinco com a frase “Carna G1” (assista ao vídeo).

“A propaganda dos meus brincos é o boca-a-boca mesmo. As pessoas acham legal a ideia de poder personalizar como querem”, explica. Os acessórios variam de R$ 20 a R$ 38 e a venda é feita pelo instagram da marca.

Até a personagem Bibi Perigosa, vivida por Juliana Paes na novela “A Força do Querer”, já teve o gostinho de usar o brinco personalizado feito por Hanna.

“Aquele foi o meu momento. Dei a ideia para meu amigo Jonathan Azevedo, que fazia o Sabiá, e ele levou para o estúdio. Nem acreditei quando apareceu na televisão”, relembra.

São 7 anos carregando o nome da Mangueira no peito. Hanna, desde pequena, se sentia envolvida pelo glamour das passistas, mas apenas em 2011, aos 25 anos, ela teve a chance de realizar seu sonho.

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