Perícia apontará se morte de folião foi causada por câmeras instaladas em poste

A Polícia Civil investiga uma morte por choque elétrico durante o pré-Carnaval de rua de São Paulo, ocorrida nesse domingo (4). De acordo com o Corpo de Bombeiros, Lucas Antônio Lacerda da Silva foi resgatado na Rua Matias Aires, no bairro Consolação, ao lado de um poste semafórico da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e encaminhado para a Santa Casa de São Paulo. O caso foi registrado no 78º Distrito Policial.

Eletricista retira fiação da fachada do restaurante Sujinho na esquina da Rua Matias Aires esquina com a Rua da Consolação, em São Paulo (SP), nesta terça-feira (6). Um jovem de 22 anos morreu eletrocutado nesse domingo, 4, enquanto participava de um bloco de Carnaval

Foto: Futura Press

Há suspeita de que câmeras instaladas pela GWA System para monitoramento do Carnaval possam ter provocado o choque elétrico no jovem. A empresa foi contratada pela Dream Factory, vencedora da concorrência da prefeitura de São Paulo para promover o Carnaval na cidade.

A CET destacou, por meio de nota, que as câmeras instaladas no poste “não pertencem à companhia”, que está colaborando com as investigações e que aguarda a conclusão da perícia sobre as causas do acidente.

A Dream Factory apontou que “somente a perícia dos órgãos competentes poderá informar se a causa da morte está ou não associada a instalação das câmeras da GWA System”. Além de lamentar o ocorrido, a empresa informou que está à disposição para colaborar com as investigações.

A prefeitura de São Paulo informou, por meio da assessoria de imprensa, que aguarda o laudo com a causa da morte para se posicionar sobre o assunto.

Procurada pela Agência Brasil, a GWA System ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem.


Balanço

O pré-carnaval de rua de São Paulo reuniu 3,95 milhões de pessoas

O pré-carnaval de rua de São Paulo reuniu 3,95 milhões de pessoas

Foto: Agência Brasil

O pré-Carnaval de rua de São Paulo reuniu 3,95 milhões de pessoas nas ruas da capital, onde 187 blocos desfilaram. O levantamento leva em consideração os números dos agentes da Guarda Civil Metropolitana, da CET, dos responsáveis pelos blocos e de produtores da comissão do Carnaval.

A prefeitura informou ainda que os profissionais de saúde atenderam 982 ocorrências, sendo 900 pelo serviço médico contratado e 82 pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Foram emitidas 100 notificações com base no Decreto 57.983, que prevê multa de R$ 500 para quem urinar nas ruas. De acordo com a prefeitura, 200 câmeras fazem o monitoramento das vias públicas.


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Agência Brasil
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