PF faz megaoperação para investigar fraudes no Postalis

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 9h29) A Polícia Federal (PF) realiza a partir desta quinta-feira (1º) uma série de ações investigativas para esclarecer a suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos.

As ações da Operação Pausare acontecem em regime de esforço concentrado pelas próximas 48 horas em São Paulo, no Rio, em Alagoas e em Brasília.

Serão 62 equipes para cumprir cerca de 100 mandados judiciais. Segundo a PF, a operação surge de um conjunto de auditorias de órgãos de controle que identificaram má gestão, irregularidades e impropriedades na aplicação dos recursos do Postalis.

Devido à má gestão dos recursos e dos desvios investigados, hoje o déficit do Postalis é de aproximadamente R$ 6 bilhões. Para enfrentar o desequilíbrio nas contas do fundo, aposentados e funcionários dos Correios, além do Tesouro Nacional, tiveram de aumentar a contribuição para o fundo.

Entre os alvos das medidas judiciais há pessoas físicas, em especial empresários em suposta articulação com gestores do Postalis, bem como dirigentes de uma instituição financeira internacional.

Também serão alvo pessoas jurídicas, entre elas empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco que não tiveram os nomes divulgados.

Postalis

O Postalis está sob intervenção da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) desde outubro de 2017, por descumprimento de normas relacionadas à contabilização de reservas técnicas e aplicação de recursos.

A intervenção do governo no Postalis inclui a abertura de uma comissão de inquérito que vai investigar potenciais irregularidades na fundação, que terá duração mínima de 120 dias, podendo ser prorrogado. Os bens dos diretores e conselheiros atuais e que ocuparam assentos na fundação nos últimos 12 meses serão bloqueados até que a comissão de inquérito seja concluída.

Em dezembro de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo emitiu parecer contrário ao pedido da Associação de Profissionais dos Correios (Adcap) sobre o fim da intervenção. Segundo o MPF, “os prejuízos no Postalis não decorreram de situações pontuais ou de um infortúnio”, mas em virtude de “problemas estruturais de governança”.

Todos os Direitos Reservados a(o) criador(a) deste conteúdo. Acesse o link original.

Siga e curta-nos!