Presidente do Grammy corrige fala sobre participação feminina

Após a cerimônia, Neil Portnow justificou as poucas mulheres premiadas dizendo que elas precisavam se aperfeiçoar

Da redação



30 jan 2018, 18h35

Depois de justificar tão poucas mulheres terem ganhado algo no Grammy de domingo dizendo que elas precisavam se aperfeiçoar, Neil Portnow, presidente da Recording Academy, que concede o premio, voltou atrás. A declaração precipitada à Variety rendeu críticas de cantoras como Pink e Sheryl Crow e o obrigou a enviar um comunicado à publicação se retratando.

“Lamentavelmente, eu usei a expressão ‘aperfeiçoar,’ que, fora do contexto, não corresponde ao que eu defendo e ao que eu estava tentando dizer”, disse. “Nossa indústria deve reconhecer que as mulheres que sonham com uma carreira na música encaram barreiras que homens nunca enfrentaram. Devemos trabalhar ativamente para eliminar essas barreiras e encorajar as mulheres a viver seu sonho e expressar sua paixão e criatividade por meio da música. Devemos receber, orientar e empoderá-las. Nossa comunidade se enriquecerá com isso.”

Em seguida, desculpou-se pela gafe. “Eu me arrependo de não ser tão articulado como achei que fosse”, lamentou. “Sigo comprometido a agir para fazer da nossa comunidade musical um lugar melhor, mais seguro e mais representativo para todo mundo”.

No último Grammy, dos 84 troféus distribuídos, apenas 11 foram para mulheres. Na parte televisionada da cerimônia, Alessia Cara foi a única mulher vitoriosa individualmente, como artista revelação.

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