Professor é eleito Rei Momo em concurso marcado por confusão

André Luís ficou em segundo lugar no concurso do ano passado
Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Depois de muita polêmica e protestos, o professor de história e artes André Luís, conhecido como Dallas, foi escolhido o Rei Momo de 2018. Ele conquistou 84 pontos na disputa no concurso, que aconteceu nesta quarta-feira, 31. A diferença para o segundo colocado, Jomar Garcia, o Jô da Bahia, foi de dois pontos.

No ano passado, Dallas ficou em segundo lugar, “agora emplacou”. O “filho do bairro IAPI” pede que os súditos façam um Carnaval de paz e popular. “Só peço que brinquem na paz, sejam gentis, porque isso vai trazer mais pessoas, mais turistas para a cidade e com isso mais emprego. Vamos fazer nosso Carnaval popular, não o de indústria. Antes, as pessoas saiam com cinco, seis amigos, botavam uma fantasia e inventavam qualquer coisa. Esse é o verdadeiro Carnaval. Então, vamos brincar com o Carnaval popular e com gentileza”, desejou.

Candidatos se revoltaram com atraso de Alan Nery e Dilsinho (Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE)

Confusão

Vinte e seis candidatos se inscreveram, mas apenas 16 compareceram ao evento, entre eles Ítalo Gonçalves, o MC Beijinho, do hit ‘Me libera, Nêga’. Contudo, dois foram desclassificados: Alan Nery (Rei Momo de 2017) e Dilson Chagas, o Dilsinho (Rei Momo de Feira de Santana).

O atraso dos candidatos foi motivo de confusão durante o evento, atrasando o início do concurso. Alguns candidatos pediram a desclassificação de Alan e Dilsinho, alegando que o regulamento exigia a presença deles. Após muito bate-boca, foi anunciado pelo Conselho Municipal do Carnaval de Salvador (Comcar) que eles estavam desclassificados.

Contudo, eles desfilaram e o presidente da Federação das Entidades Carnavalescas e Culturais da Bahia, Jairo Mata, chegou a afirmação que a dupla estava concorrendo. Durante o desfile, Alan Nery foi aplaudido pela plateia. Diante do impasse, Alan Nery não ficou entre os três primeiros colocados.

As polêmicas envolvendo o concurso começaram antes mesmo desta quarta. Isso porque a Federação das Entidades Carnavalescas e Culturais da Bahia disse que não iria realizar o tradicional evento este ano por falta de tempo e que manteria Alan Nery no cargo.

Contudo, os demais candidatos protestaram e buscaram o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Após a ação, a federação voltou atrás e decidiu realizar a seleção.


MC Beijinho pulou do palco para beijar o público (Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE)


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