(Revista Época)

Uma série de protestos foram organizados pelo país desde a tarde desta quinta-feira (18/5), pedindo a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB). As manifestações são uma resposta à divulgação da delação dos executivos da empresa J&F, a maior produtora de proteína animal do mundo. Em gravações feitas por um dos donos da empresa, Joesley Batista, o presidente Michel Temer teria aprovado a compra do silêncio do ex-presidente das Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso em Curitiba.

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Manifestante exibe faixa com dizeres "Fora Temer" na Avenida Paulista (SP), em manifestação na noite de hoje (Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo)

 

 

 

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Em São Paulo, a concentração no começou no final da tarde, embaixo do Masp, o Museu de Arte de São Paulo. A Avenida Paulista foi fechada nos dois sentidos, na altura do prédio da Presidência da República. No Rio de Janeiro, os manifestantes já tomam contam da Cinelândia, no Centro. Barulhos de bomba foram ouvidos na esquina da Avenida Rio Branco e houve corre corre. Em Porto Alegre, a Polícia Militar (PM) estima que 7 mil pessoas se reuniram  no começo da noite para uma caminhada a partir da Esquina Democrática, cruzamento entre a Avenida Borges de Medeiros e Rua dos Andradas, ponto tradicional de manifestações.

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Em Goiânia, houve uma confusão durante o protesto que reuniu cerca de 300 pessoas por volta das 16h. Uma motorista tentou furar o bloqueio e atropelou manifestantes. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas. Os organizadores do protesto em Recife estimaram 3.000 pessoas na Praça do Derby, na região Central, mas a PM não fez uma estimativa oficial. O protesto contra o presidente Michel Temer reuniu em Florianópolis, no começo da noite, entre 1,2 mil e 1,5 mil pessoas, segundo a PM. Em Aracaju, a manifestação entre as 14h30 e 17h30 e reuniu, segundo os manifestantes, cerca de 200 pessoas. Natal também registrou manifestação contrárias ao governo na Avenida Salgado Filho, no início da noite.

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